quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Google cede à pressão de jornais e limita leitura de notícias

A restrição vai servir para os mecanismos de pesquisa do portal e para o Google News, serviço grátis que agrega informação de veículos


O Google cedeu à pressão de executivos de grandes meios de comunicação e poderá limitar a leitura a cinco notícias pagas diárias por meio de seu serviço agregador, segundo o Wall Street Journal. Do sexto clique em diante, o usuário deverá se cadastrar no jornal online responsável pelo artigo e pagar pelo conteúdo - caso seja essa a política do veículo.

A restrição vai servir para os mecanismos de pesquisa do portal e para o Google News, serviço grátis que agrega notícias de diversas fontes de comunicação - este programa desagrada aos veículos de comunicação, que reclamam da utilização de seu conteúdo pelo Google sem que eles sejam remunerados por isso.

O Google alega em sua defesa que ajuda portais jornalísticos ao levar leitores para os seus respectivos sites e que os grupos de mídia são livres para bloquear a indexação do conteúdo pelos sistemas da empresa.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A força e os erros dos homens de preto

O Campeonato Brasileiro está chegando ao fim e assim como os clubes vão sofrendo com os problemas de contusão pelo excesso de jogos e uma preparação física um tanto deficitária, a arbitragem também começa a dar sinais, fortes, de cansaço e despreparo.

Em duas rodadas seguidas e em jogos importantes para definição de campeão e de rebaixados, dois árbitros cometeram erros graves. Os dois – Carlos Eugênio Simon e Elmo Resende – foram afastados até o final da temporada. Mas até que ponto uma suspensão pode mudar essa rotina?

É preciso mais que isso. O Código Brasileiro de Justiça Desportiva está passando por uma reformulação e é hora de começar a pensar em multa, com aumento de valores em caso de reincidência. O mais triste disso tudo é que os resultados não podem ser mudados. Não há jurisprudência no Brasil para isso.

O clube é prejudicado pela arbitragem e tem que arcar com os prejuízos. Simon pode ter tirado o título do Palmeiras ao anular um gol de Obina e Elmo pode ter rebaixado o Sport por validar um gol depois de ter apitado impedimento.

A situação do Sport é mais delicada, ele é o mais ameaçado dos 20 clube e não pode ter sua derrocada responsabilizada apenas por este resultado. Já o Palmeiras, pode pagar muito caro pelo erro de Simon.

Segundo Luiz Gonzaga Belluzzo só este ano foram investidos R$ 80 milhões no time profi ssional. O investimento poderá ser compensado com a conquista do título, mas agora para erguer o troféu o alviverde dependerá de tropeços do São Paulo.

Claro que o clube tropeçou em outros jogos, perdendo a chance de se isolar e até garantir o título antecipadamente, mas ainda assim continuava dependendo apenas de si. E viu esta vantagem se acabar com uma atitude errada de um árbitro.

Os homens de preto hoje têm tanto poder, que o que eles escrevem em súmula é tratado como um dos dez mandamentos. Os departamentos jurídicos dos clubes precisam se desdobrar para provar que o que eles relataram nem sempre reflete fielmente o fato. E enquanto não houver punição para a categoria, o futebol ficará neste nível vergonhoso de erros de arbitragem.

Caso Geisy está entre mais lidos da imprensa mundial

A polêmica da estudante Geisy Arruda, hostilizada por alunos na faculdade ao usar um vestido curto no dia 22 de outubro deste ano, está entre as notícias mais lidas de jornais internacionais como El Pais, da Espanha e The Guardian, da Inglaterra.

No site espanhol, o caso da jovem brasileira aparece como o primeiro mais lido na lista principal de notícias. Com a manchete “Expulsa, acusada e insultada por usar minisaia”, o tema está na frente notícias como “Chávez ordena ao Exército que se prepare para a guerra na Colômbia” e “A mais que duvidosa presença de Sarkozy em Berlim no dia da caída do muro”.

No inglês The Guardian, a brasileira aparece como a primeira mais lida na editoria que cobre assuntos internacionais.

Com uma mistura de espanto e exploração de estereótipos, os jornais e sites estrangeiros cobriram o caso. No texto do El Pais, o caso Geisy virou “polêmica nacional em um país famoso pelos minibiquinis e pelo culto à beleza.

A agência Reuters, em seu site inglês, trata o assunto com ironia. A notícia foi publicada na editoria Oddly Enough, o mesmo que a de Esquisitices do R7. A reportagem diz que no “Brasil, famoso por seus pequenos biquínis e atitudes libertárias”, uma estudante foi expulsa por usar roupa muito curta.

Os sites da revista Times e dos jornais The New York Times, dos Estados Unidos, e Guardian, da Inglaterra, trazem uma reportagem da agência Associated Press que comenta a decisão da Uniban de readmitir a aluna no curso de Turismo, após uma controversa expulsão.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um mito chamado John Lennon


John Lennon, o beatle que virou um símbolo, completaria 69 anos, no último 9 de outubro. Letrista e músico de primeira qualidade, poeta e - para quem não sabe - também escritor e desenhista, Lennon era um incansável defensor da paz e desenvolveu vários libelos anti-guerra atraindo até mesmo a antipatia de Richard Nixon, que queria deportá-lo dos Estados Unidos de volta à Inglaterra, conforme visto no documentário The U.S. versus John Lennon de 2006.

Lennon sempre esteve em extrema sintonia com o seu tempo, e muitas vezes à sua frente. Ele se achava um gênio; provavelmente era. É muito para se dizer de um artista pop, mas a poucas pessoas no mundo do showbiz esse epíteto se aplica tão bem. Lennon foi parte do que se pode chamar de o primeiro grande fenômeno de massas produzido pelo marketing moderno, e o único que, ainda em termos de mídia, sobrepujou o rótulo que veio daí.

Mais do que produto de marketing ou gênio, entretanto, ele foi um produto de sua época. Uma época conturbada, rica em mudanças e em estremecimentos sociais, da qual o beatle foi, ao mesmo tempo, causa e efeito.

Para Lennon, tudo ocorreu no momento exato. Foi ingênuo quando a juventude, que surgiu como mercado consumidor e como grupo social com características próprias durante os anos 50, se consolidava como segmento social e como mercado consumidor; psicodélico quando essa mesma juventude começava a acreditar no que diziam que ela era e tentava moldar o mundo à sua imagem e semelhança; iconoclasta quando esse psicodelismo dava os sinais mais prementes de exaustão e o mesmo mundo que tomou um porre de juventude entrava em ressaca — e descobria que ressaca não mata; radical de esquerda quando os reflexos de 68 tomavam corpo e preparavam Watergate.

Finalmente, saiu de cena para cuidar do seu filho, quando a geração à qual fornecera a trilha sonora crescia e começava a perceber que o mundo, afinal de contas, não havia mudado tanto assim, e que, ora bolas, ninguém era muito diferente dos seus pais — o que significava encarar o mundo e ter que ganhar a vida. Ou seja: entrar no establishment, daquele mesmo jeitinho tão criticado. Grand finale: morreu tragicamente antes de entrar em decadência e ser ultrapassado pelos mais novos rebentos da juventude.

Para conseguir acompanhar o ritmo de sua geração, Lennon tomou LSD e heroína, fez terapia, tentou de tudo. No fundo, a única coisa que ele sabia fazer era expressar o que havia de melhor e de pior em si através da música. Além disso, como beatle ele havia provado o gosto do sangue.

Não adiantava querer negar: John Lennon era um pop star, talvez o mais anatemático deles. E o seu maior trunfo, uma marca absolutamente pessoal que o distinguiu do resto do cenário pop de todos os tempos, era a extrema capacidade de se mostrar ao seu público e de se tornar o modelo máximo de identificação de sua geração.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Real Madrid pode recuperar o alto investimento?


O Real Madrid gastou a maior fortuna da história para contratar Cristiano Ronaldo e Kaká. E a formação do time galáctico ainda continua, o clube deve gastar mais alguns milhões para contratar outros grandes jogadores.

A grande questão é: o Real Madrid conseguirá recuperar esses investimentos com o marketing dos novos galácticos?

Na primeira era galáctica, no início da década, quando o time contava com Zidane, Ronaldo, Beckham e Figo, o faturamento anual subiu de 100 milhões de euros para 300 milhões de euros.
Dessa vez, a projeção é elevar o faturamento anual à marca de 500 milhões de euros até 2011.

E para isso o clube já projeta linhas exclusivas de produtos com as marcas de Kaká e Cristiano Ronaldo. A exploração da imagem desses e dos outros jogadores que virão é a chave para o crescimento do clube.

Com a repercussão dessas contratações o clube espera ampliar o mercado internacional, algo semelhante ao que aconteceu na época da contratação de David Beckham, que era muito conhecido nos EUA e na Ásia. A junção de tantas imagens fortes também deve ajudar o clube na negociação de novos contratos de patrocínio.

Enquanto muitos pensam que o Real Madrid está jogando dinheiro pela janela, o presidente Florentino Pérez acredita estar investindo no crescimento do clube. O tempo dirá se ele acertou, mas não duvido que essas transferências, no aspecto econômico, superem as expectativas e gerem um grande lucro ao clube, mesmo nesses tempos de crise.

Só que um pequeno detalhe será determinante para esse crescimento, o sucesso do time dentro de campo. Um detalhe não tão pequeno assim.